 Foi no passado dia 29 de Agosto que a EAPJVA teve a oportunidade de se juntar a mais de uma centena de cristãos unidos na Fé, no encerramento do acampamento nacional do Giofrater, com o tema ACREDITAR.
 Foi através das palavras da Ir. Paula da Conceição que conhecemos os objectivos deste acampamento: contacto com a natureza, encontro consigo, com a natureza e com os outros ao jeito de Francisco de Assis. “A ideia do movimento é estar onde a sua presença possa ser uma ajuda e, neste seguimento, continua a fazer sentido que o projecto se concretize.” – Irmã Paula da Conceição.
 Em entrevista ao “veterano” André Pereira do Muro - Trofa, o mesmo revela que, apesar de no momento outras prioridades se sobreporem à sua presença activa no Gio e de, portanto, estar menos presente, foi bastante gratificante ter estado presente no encontro e ver gente diferente, mais gente, mais grupos e o movimento a evoluir no bom caminho. 
EXCELENTE é a palavra que a “caloira” Gabriela de Avelãs de Cima usou para caracterizar toda esta sua experiência. Foi o seu primeiro acampamento e revela ter excedido as suas expectativas. “Foram novas experiencias, crescemos juntos na Fé.” – Gabriela
E, as palavras da nossa Marisa foram “Todos os acampamentos são diferentes, mas o espírito mantém-se de uns para os outros. Este foi particularmente bom todos os dias. Estávamos completamente isolados num vale, com um rio espectacular, completamente rodeados por montes com escarpas e árvores (muito franciscano). Aqui era mesmo necessário tomar-mos conta uns dos outros, trabalhar em conjunto. Senti mais sintonia entre todos os participantes do que em outros acampamentos. Saímos todos de lá mais ricos, revigorados, com vontade de sermos mais franciscanos, mais cristãos todos os dias.”
O último testemunho recolhido pertence à Irmã Carla Neves que nos revelou que foi na sequência do seu primeiro acampamento, há uns anos atrás, que envergou e se apercebeu desta sua vocação.
 “Sempre tive uma vida muito activa na minha Paróquia mas nunca achei que tivesse esta vocação! Era simplesmente uma rapariga como as outras! A determinada altura o Padre da Paróquia mudou e ele tinha uma irmã de sangue que era Irmã nesta Congregação, da qual faz parte o movimento juvenil Giofrater, Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora, e foi então que comecei a ter contacto com esta realidade, porque até então tudo era, de certa forma, pouco claro. Assim, aos 23 anos, com esta aproximação com as Freiras e com o acampamento, que foi, na verdade, o primeiro contacto com Irmãs, qualquer coisa começou a mexer. Eu achava tarde e impossível, considerava que, se fosse o caso, deveria tê-lo sentido já desde criança.
Recordo-me de passar todo o acampamento a chorar, ao ver tanta fé e comunhão. Mexeu mesmo comigo, nunca mais fui a mesma!
No ano seguinte já não fui a acampamento porque já estava em formação. Foi um passo muito difícil: despedi-me do trabalho, vendi o carro, deixei o telemóvel… Comecei a formação sem certezas, mas nunca me arrependi. Esta fase de formação foi muito importante para a decisão.
A reacção dos meus familiares, amigos e conhecidos foi variada, de uns boa e de outros nem tanto. Os que achei que mais me iam apoiar foram os que mais se afastaram. Por outro lado cheguei a ouvir de outras pessoas «Nós já sabíamos que tu eras uma menina muito diferente.». Não deixou de ser um choque para todos mas nunca senti rejeição.
Os meus pais, apesar de não concordarem, a minha mãe, inclusive, achava um disparate, não deixaram de me apoiar «Tu é que sabes. Apoiamos, apesar de não acharmos que é a tua vocação.». Isto foi para mim uma prova de Amor da parte dos meus pais.
Eles achavam que tudo era estranho, que a vida de uma Irmã era estranha, até porque não tinham termos de comparação, já que não conheciam pessoalmente nenhuma Freira. Depois começaram a contactar e a perceber a realidade e, agora, o meu projecto é importante para eles também.”
Para nós que lá estivemos, chegar não foi fácil, chegámos a andar meios perdidos lá no meio de toda a natureza, por caminhos estreitos e curvas apertadas, mas foi muito entusiasmante e gratificante ver a alegria de toda aquela gente, todos aqueles sorrisos e lágrimas de quem queria mais. Foi bom ver a felicidade de viver em Cristo, com Cristo, no mundo, com cada um e com todos!
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